quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Opostos Cap. 8

  Cap. 8 Primeiro Dia


                      ~Cristal~

Acordei com um barulhinho ritmado que me irritava, olhei para o lado e vi que o despertador marcava 6 horas em ponto. Desliguei e fui meia sonolenta até o banheiro, tomei um banho rápido para acordar e escovei meus dentes. Depois disso já estava mais animada, fui na sala e abri uma fresta na janela. Um ar frio me cumprimentou, e eu fechei a janela de volta.
Peguei uma blusa de frio com estampa de gatos, uma calça jeans clara e uma alpargata branca. Minha mochila já estava do lado da cama, com tudo que uma estudante precisava.  A peguei e coloquei em cima do sofá. Me dirigi à cozinha e preparei um suco de laranja e um pão com Nutella. Lembrei da Bia e como ela era alérgica a Nutella, e eu ri internamente de nossas lembranças.
Depois de descer do prédio junto da minha mochila, chamei um táxi e fui para a universidade. Os cursos que eu havia escolhido pelo que sabia teriam aulas hoje. Entrando na universidade, logo vi o Rafael beijando uma garota ferozmente num dos corredores. A cena estava quente, mas eu fingi que não vi, mesmo sentindo um arrepio na espinha. Percebi que ele não havia me notado, e eu continuei a procurar minha sala.
Continuei andando, e em uma das salas que eu achei que era a minha, encontrei a Amélia beijando o Percy. Não quis atrapalhar o momento, então apenas continuei andando. "As emoções se afloram aqui nessa universidade. " Pensei.
Depois de um tempo, achei a minha sala. Haviam apenas duas meninas conversando e mostrando o celular uma pra a outra, e um rapaz bonito, porém com uma cara de que era nerd. Sentei na cadeira ao lado dele, e chequei meu celular. Faltavam apenas 10 minutos, e a sala começou a encher. Percebi com um arrepio que a garota que o Rafael estivera beijando sentou atrás de mim. Ela estava com o batom todo borrado e uma cara de satisfeita que ela não tratava de esconder. Olhei para o lado e vi que o garoto ruivo me olhava, e quando eu olhei para ele, ele sorriu. Seu sorriso era bonito, mas nem tanto quanto o do Rafael. "Pensando nele de novo, como sou idiota. " Pensei, percebendo que o garoto estava dizendo algo para mim.
- Bom dia!
Retribuo o sorriso e falo:
- Bom dia!
- Tudo bem? - Ele continuou.
- Estou bem, e você?
- Estou bem... - Ele foi interrompido por um professor velho e alto que entrou na sala. O professor se apresentou, explicou que seu nome era Marcos e que ele dava aulas de matemática. Ele parecia ser um bom professor, e pelo sorriso que esbanjava demonstrava que ele adorava dar aulas. Ele explicou algumas coisas sobre a faculdade. - Haverão duas aulas hoje, se vocês tiverem qualquer dúvida me consultem.
Ele passou diversos exercícios, e estava tudo indo bem. Porém em um deles tive minhas dúvidas, e fui até a mesa dele.
- No que eu posso te ajudar?
Apontei para o exercício, e ele perguntou se eu havia trago minha caneta. Entreguei-a, e ele explicou. Conversamos por alguns instantes, e logo viramos amigos. Logo a aula dele acabou, e eu fui checar o horário para ver o que seria a próxima aula. Eu havia o esquecido, então eu me virei para o garoto ruivo e perguntei:
- Você sabe qual vai ser a próxima aula?
Ele olhou para o horário dele: - Química.
Agradeci e peguei meu caderno de biologia. A aula passou voando, e logo já era hora de ir para casa. Eu tive vontade de almoçar, então fui procurar a Amélia. Quando achei ela estava com o Percy, e para não quebrar o clima continuei andando. Acabei me encontrando com o Felipe e a Thaís.
- Oi!
- Oi.... - Ele falou, tentando lembrar meu nome.
A Thaís deu uma cutucada no Felipe e sussurrou meu nome para ele.
- Oi Cristal! Desculpe, não sou bom com nomes.
- Ah desculpa, oi Cristal.
- Olá Thaís! - Ela sorriu de uma forma falsa, mas fui educada e falei: - Ugh, vou ter que ir. Tchau galera! - Ela estava me metralhando com o olhar, então dei uma desculpa esfarrapada. Ela continuou insistindo, mas depois ela desistiu e disse:
- Vamos Felipe, não insista. - E saiu puxando o mesmo. Me virei de costas ao perceber que havia chegado um ônibus vazio. Depois de chegar no apartamento, comecei a fazer o almoço. Recebi uma ligação da minha mãe, e conversamos por um bom tempo. Depois disso, ela teve que ir trabalhar, e a comida havia ficado pronta. Era somente um pouco de arroz, carne e salada.
Depois de comer, percebi que meu celular vibrou. Vi uma mensagem.
- Você estava linda hoje na faculdade. - Era uma mensagem do Rafael. Mesmo gostando de ser elogiada, fiquei com raiva. Não respondi, simplesmente peguei meu fone e fui ouvir música. Escolhi uma playlist com tanto Pop, Internacional, Rock e Sertanejo. Escutei música por uma duas horas, depois fui tomar banho. Vesti um short e uma blusa colorida bem confortável. Me sentei no sofá e a campainha tocou.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Opostos Cap.6

CAP. 6 Chuva

~Rafael~

 Já começava a ficar cansado de ficar no Shopping. Aquela garota, nem sei o nome dela, ela é bastante irritante. Começava a me distanciar do pessoal para sair, mas ouvi a voz do Felipe me chamando. Bufei levemente. Me virei e vi ele acenando para mim, e voltei e perguntei:
- Que foi?
- Estava pensando sobre irmos ao parque. Quer ir?
- Ah. Ok. Quem vai junto?
- A Amélia, Taís, Cristal, Percy e só.
 "Cristal". Aquele provavelmente é o nome da garota irritante. Acenei com a cabeça postivamente, e todos se dirigiram até a saída do Shopping. Eu percebi que a Cristal me olhava de soslaio com raiva no olhar.
 Ignorei e continuei andando. Cada um foi em um táxi, o Felipe foi com a Taís e a Cristal, Percy com a Amélia e eu sozinho. Normalmente, preferia ficar junto de garotas, mas os outros táxis estavam cheios, fazer o que. 

-----------------------------------------------------------------------

O parque estava bonito, e um tanto frio. Chequei o céu e minhas suspeitas de confirmaram. Iria chover.
Peguei meu celular e abri o Twitter. "Nada de novo" murmurei. Comecei a andar, sem tirar os olhos do celular. De repente, esbarrei em alguém que estava na barraquinha de sorvete.
- Me descul.... - Levantei os olhos e reconheci a Cristal.
- Quem é que precisa olhar por onde anda agora? - Ela resmungou bruscamente. 
- A propósito, meu nome é Rafael. - Comentei sarcasticamente. - Estamos kits então.
- Você é um grande idiota, sabia disso? - Naquele momento, começou a pingar. Me aproximei dela e perguntei:
- Você já beijou na chuva?
- Ah? - Ela ficou confusa, mas ainda brava. - Não mude de assunto, acabei de perder um sorvete!
- Você fica linda quando está com raiva. - Cheguei mais perto dela e se aproximei de seu rosto. Rapidamente, comecei a beija-lá. Quando nossos lábios se enscostaram, a chuva aumentou, e eu achei aquilo perfeito.
Ela se afastou bruscamente, com sangue nos olhos. - O QUE VOCÊ ACHA QUE ACABOU DE FAZER?!
- Te beijar? - Comentei com um sorriso bobo. - Admita que gostou. 
Com isso, ela acabou ficando com mais raiva do que já estava. - IDIOTA! - Ela me desferiu um tapa forte na bochecha. Voltei um ou dois passos ao sentir minha bochecha direita arder. Senti os olhos dela em fogo me encararem, e ela se virou e sai andando. - Nunca mais fale comigo, NUNCA. - Ela comentou sem virar a cabeça para trás, e eu fiquei ali. 
A chuva começou a engrossar um pouco mais e o clima começou a ficar um pouco mais frio. Me virei um pouco intrigado com a reação da Cristal. Normalmente ser bonito bastava para que as garotas caíssem aos seus pés, e aquela garota havia mudado minha perspectiva. 
Notei que Amélia e Percy estavam ali perto, sentados num banco, provavelmente falando sobre Naruto ou algo assim. Eu estava perto o suficiente para ouvi-los, e notei que a Amélia tinha parado de conversar para tentar se esquentar um pouco com as mãos.
- Tá com frio? - Ele perguntou, começando a tirar o grosso casaco para envolvê-la. 
- Ah claro que não. Estou me abraçando porque estou carente. - Ela falou, com o humor habitual de sua voz.  Ele riu e perguntou:
- Você quer ou não o casaco?
- A não precisa, só posso morrer de hipotermia se ficar sem. Claro que quero idiota!
Ele tirou o casaco por completo e envolveu ela, e ele começou a abraçá-la. - Obrigada Percy. - Ela agradeceu, e ele ficou surpreso com a resposta dela, que normalmente era sarcástica. 
Depois de se abraçarem um pouco, alguém ligou a Amélia e ela pediu para o Percy sair. Percy veio na minha direção e perguntou, sarcasticamente:
- O que foi aquilo com a Cristal?
- Não te importa, idiota. 
- Ela te deu um fora não foi? -  Ele gargalhou de leve e continuou: - E olha que você se acha o garanhão, não?
- Pelo menos não fico enrolando com uma garota que me dá foras a cada cinco segundos como você. 
- Mas já melhorou um pouco a minha relação com a Amélia, ela me agradeceu!
Rimos juntos, e o Percy disse que tinha de ir. A chuva já estava incomodando, e eu refleti sobre a Cristal. 
Será que eu que estava errado esse tempo todo? Por que ela reagiu assim? Menei a cabeça. Era melhor parar de pensar nisso. Afastei esses pensamentos com um balanço de cabeça. A chuva se transformou em uma tempestade, e eu corri para me abrigar. Não adiantou, quase todos saíram encharcados dali.

sábado, 22 de outubro de 2016

Opostos. Cap.5

CAP. 5 Educação Vem De Casa


  ~Cristal~

 Quando chegamos ao shopping, onde ficava o MacDonalds. Felipe pagou o taxista e entramos no shopping. Eu segui ele até a praça de alimentação, e uma mulher com roupas chamativas, e me distraí com a moça, e acabei esbarrando em um rapaz, moreno e alto, bem bonito.
Ele tinha um refrigerante mas mãos, e eu acabei derramando o refri no chão, e ficou uma grande poça no piso do shopping. Ele fez uma cara feia para mim, e resmungou um palavrão bem baixinho. Depois ele me encarou e falou:
- Nossa. Que tal olhar por onde anda na próxima vez? - Ele resmungou grosseiramente para mim, e eu senti minha bochecha corando.
- Perdão, foi sem querer.
Ele me olhou com um olhar praticamente de assassino, e eu confesso que fiquei com um pouco de medo. - Eu posso pagar outro, se quiser.
- Não precisa. Só olhe para onde anda da próxima vez.
- Eu insisto! - Peguei 5 reais no bolso e entreguei a ele. Ele já estava irritado antes, mas acabou ficando ainda mais.
- Tanto faz. Meus amigos estão me esperando perto daqui. Saia da minha frente.  - Ele saiu andando sem falar nada.
- Espere, qual seu nome? - O perguntei, mas ele não responde e continuou andando. Quando aquele rapaz mal-educado saiu e eu não pude mais vê-lo, me dei conta de que Felipe não estava lá perto.
Me virei e vi ele acenando, mas percebi que ele estava com aquele rapaz mal-educado do lado e mais um garoto e duas meninas. Apesar de não querer ficar perto daquele garoto mal-educado, eu continuei e sentei na frente  do Felipe, e ele me apresentou aos amigos dele.
- Galera, essa é a minha mais nova vizinha linda. - Ele comentou, com um tom de voz que me incomodou, e eu encarei ele com meus olhos em fúrias. Ele me olhou a deu uma risadinha patética. Enquanto isso, uma garota que estava na frente de um garoto moreno perguntou o meu nome.
- Meu nome é Cristal, prazer.
- O meu é Amé... - Enquanto ela falava, o rapaz cortou ela e disse:
- Ela é a ruivinha.
Ela olhou para o rapaz e deu o dedo do meio para ele e gritou:
- Percy seu idiota do caramba!
Ele ficou olhando para ela com um sorrisinho bobo, ela olhou para mim e me pediu:
 - Não me chama de ruivinha por favor ... Eu me chamo Amélia.
Sorri e disse:
- Te entendo muito bem. Meus amigos me chamavam de ruivinha, eu odiava e ainda odeio.
Ela me olhou e perguntou: - Por que não chamam mais?
- É que eles ficaram em Florianópolis. - Falei, em um tom repentinamente baixo, quase triste. Eu estava com saudades da Bia e da minha mãe.
- Da pra vocês me incluírem na conversa? - Reclamou o Percy.
- SAI DAQUI DEMÔNIO! - Gritou a Amélia. Eu percebi que ele amava deixar ela com raiva, mas havia algo no olhar dele em relação a ela que eu não conseguia entender. Comecei a rir daquilo, mas quando percebi que a Amélia java tava ficando irritada parei.
- Ah, meu pedido já deve estar pronto. - Ela levantou e foi buscar o pedido dela. Depois de um tempinho, o Percy se virou para mim e perguntou:
- E então, você acha que ela gosta pelo menos um pouco de mim?
- Bem, provavelmente sim. Vocês formam um belo casal. - Tratei de ser sarcástica na última frase. Pelo incrível que pareça, não fiquei com vergonha na hora de falar isso. Ele ficou meio insatisfeito com o final da resposta, mas ele olhou para o seu ticket e falou:
- Acho que meu pedido está pronto. Vou lá buscar. - Ele se levantou e foi buscar a comida dele. Percebi que o Felipe estava voltando, com o lanche dele e o meu nas mãos. Quando ele chegou, trocamos algumas palavras rápidas e eu logo comi meu hambúrguer, não comia a muito tempo e eu estava morrendo de fome.
- Quer ir no parque? A gente pode ir depois do lanche. - Suspirei depois de terminar de comer, e eu aceitei pois não tinha nada pra fazer. As aulas começavam apenas dois dias depois, e eu já havia organizado tudo.
E então fomos ao parque, eu, Felipe, Percy, Amélia, o garoto mal-educado não identificado e a suposta namorada dele.



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Opostos Cap.4

Cap.4 Primeiro Dia


~Cristal~

 Depois da surpresa e de conhecer um pouco sobre São Paulo nos papeizinhos que , fui para o aeroporto e passei todos os meus documentos para os secretários, fui liberada e me vi em uma avenida. Acenei para um táxi que estava passando ali, e mostrei o endereço. Era um pequeno apartamento no bairro Jardins, e eu estava ansiosa para ver. Só havia visto pelas fotos, e queria muito ver como era de verdade.
Percebi que o táxi havia parado, e o homem olhou para mim e falou:
- Chegamos. - Ele falou calmamente, mas de uma forma agradável, com uma voz um pouco cansado. Me senti cansada também um pouco, já eram 10 horas da noite, e eu não havia dormido muito aquela manhã. Perguntei qual foi o preço da corrida, e ele apertou um botão em um computador que havia do lado do volante. O computador fez um barulhinho, e mostrou o número 75,50 na tela. - São 75 reais e 50 centavos.
O paguei, e depois de descer do carro, ele desceu também e tirou as malas e as colocou na portaria do prédio. Eu o agradeci, ele acenou e entrou no táxi e saiu. Levei minhas malas até o porteiro, e olhei para o prédio. Era um prédio muito bonito, e confortável de se olhar. O porteiro foi gentil, e depois de olhar alguns papéis e documentos, me falou que o meu apartamento era o vigésimo sétimo, no quinto andar.
O porteiro me acompanhou, levando minhas malas no elevador. Apesar de ser altas horas da noite, o porteiro não demonstrava cansaço, e era muito gentil. Ele me deu a chave, e me apresentou um garoto alto e loiro, que parecia ter 19 anos.
- Esse é o Felipe, mora no vigésimo nono. - Olhei para o garoto, e fitei os olhos azuis lindos dele, alguma coisa no olhar dele me deixava desconfortável. - Bem, vou deixar vocês conversando para se conhecerem, preciso voltar para a portaria. Qualquer coisa me chame.- Ele falou, se despedindo e entrando no elevador.
O garoto se virou e deu dois passos na minha direção. - Olá! Bem vinda ao PPAP! - Ele me disse, com um belo sorriso. O cumprimentei, e ele me perguntou:
- Quantos anos você tem?
- Bem.. Eu.. Tenho 16. - Gaguejei, nunca fui muito social, e nem sempre perguntavam minha idade logo depois de me conhecer.
- Temos quase a mesma idade! Tenho 17. - Ele me falou, olhando diretamente nos meus olhos. - Você é linda sabia? - Ele falou se aproximando do meu rosto, e corei bastante na hora.
- Opa! Olha as horas! - Disfarcei ao olhar o relógio de pulso que tenho. - Tenho de ir arrumar meu apartamento. Foi ótimo te conhecer! - Me esquivei um pouco e peguei a chave e minhas malas. Depois de abrir a porta, olhei para o corredor e vi que ele me olhava. Corei um pouco, e ele se virou e entrou no seu apartamento. Levei minhas malas para dentro, e contemplei por alguns segundos o apartamento.
Tinha uma pequena sala, com as paredes de várias cores claras. Havia uma mesinha no meio, e tudo era muito agradável. Vi várias portas, e abri uma delas. Era o meu quarto. Tinha uma bela coloração de roxo, que é a minha cor favorita. Percebi o quanto estava cansada, mas ainda tinha a cozinha para ver.
A cozinha era branca, com detalhes em um belo tom de dourado. Era muito agradável, e aquilo me deu um pouco de sono. Fui para o quarto e para a cama, foi fácil de dormir. A cama e o travesseiro tinham uma maciez incrível, talvez eu apenas estivesse cansada demais. Dormi bem facilmente, São Paulo estava meio quente, e eu adoro o calor.

11:30

Acordei com um clarão na minha cara, tinha esquecido a janela aberta. Alguém estava batendo na porta. Fui no banheiro e gritei:
- Já estou indo! - Arrumei meu cabelo rapidamente e escovei o dente. Me olhei no espelho, estava aceitável. Fui para a porta, e para minha surpresa, era o Felipe.
- Bom dia! - Bocejei. Os olhos azuis deles estavam me encarando, e ele estava com aquele sorriso branquinho dele.
- Bom dia gatinha! - Ele provocou, e eu corei um pouco. - Como você está?
- Sim, e você?
- Estou bem, você acordou agora?
Comecei a rir muito, e ele ficou me olhando com uma cara patética para mim, e perguntou:
- Qual a graça? Eu tenho cara de palhaço? - Ele reclamou.
- Nada não. Ás vezes eu começo a rir do nada. - Parei de rir e fiquei séria.
- Aww. Você estava tão linda com aquele sorriso!
Corei um pouco, e tentei responder, mas fiquei tímida demais. Depois de um tempo de silêncio constrangedor, ele perguntou:
- Quer ir no McDonald's para almoçar? - Ele disse, se convidando, para entrar no meu apartamento. - E então quer ir? - Ele perguntou, sentando no meu sofá e ligando a TV.
- Acho que sim. - Por dentro, eu não queria ir, mas estava com muita fome.
- Vai lá se arrumar.
Fui para o meu quarto, tranquei a porta. Abri a mala e tinham várias roupas, mas uma blusinha preta com um abacaxi no meio estampado, chamou minha atenção. Encontrei um shortinho jeans verde que combinava um pouco com a blusa, e um colarzinho com uma passarinho nele. Depois de me vestir, pente-ei meu cabelo e destranquei a porta. Ele ainda estava no sofá, mexendo no celular.
- Estou pronta.
- Demorou um pouco.
- Só vai a gente? - Perguntei com um pouco de receio.
- Não, chamei uns amigos.
- Ah, ok.
Ele se levantou, guardou o celular e abriu a porta. "Damas primeiro." Ele falou com um tom de voz que me irritou bastante, mas eu sai de qualquer forma.
- Meus amigos estão nos esperando lá. - Caminhamos até o elevador, e não trocamos nenhuma palavra até sair do portão do prédio. Ele levantou a mão e chamou um táxi. Eu só estava preocupada com o fato de que tinha esquecido de ligar para minha mãe.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Opostos. Cap 3

 11 de Fevereiro

3 semanas após Cap . 2


Cap. 3 Novos Horizontes

~Cristal~

Acordei ás 6:30 com o despertador do meu celular tocando. Notei como aquele toquinho já estava me irritando, levantei e desativei o celular no meu criado-mudo. Me espreguicei com os braços lentamente, e me dei conta no mesmo instante de que era o dia da viagem. Acordei instantaneamente. Peguei as malas que estavam embaixo da minha cama, e coloquei do lado da porta. Fui ao banheiro e tomei um chuveiro rápido, ainda preocupada com a viagem.
Vesti roupas leves, o que é bem raro, afinal moro em uma região de clima frio. Chequei o bilhete do avião, o voo estava programado para ás 10 horas, eu ainda tinha muito tempo pra se arrumar. Depois de acordar minha mãe e pedir para ela me ajudar, tomei café da manhã. Depois de arrumar bastante coisa, eu já estava cansada. Fui checar o horário no meu celular, e me assustei. Era 9 horas! Eu peguei minhas malas, corri e avisei para minha mãe. Nós corremos até o carro, e eu enfiei as malas no bagageiro o mais rápido possível, e ela já ia ligando o carro.
A viagem até o aeroporto foi rápida, ao chegar, percebi que o voo ia sair em 11 minutos."É melhor eu correr". Olhei para trás, vi minha mãe com um sorriso mas com uma cara de que ia chora. Voltei rapidamente e abracei ela. Sabíamos que eu ia demorar pra voltar, mas que eu iria manter contato.
Ela pediu pra eu ir logo, eu abracei mais forte e peguei minhas malas e me virei em direção ao aeroporto. 
Corri, fui rápida nos processos, e lá estava eu na área de embarque. Chequei o relógio, 5 minutos para embarcar! Olhei rapidamente para os placares de voo, localizei a passagem e corri até a plataforma. A mulher me barrou no caminho: Desculpe, mas o embarque desse voo está fechado.
Eu olhei para a mulher, com meus olhos enchendo de lágrimas:
- Por favor senhora! - Eu pedi para a mulher, praticamente clamando. Ela virou os olhos, resmungou algum código em seu interfone e me deixou entrar.
Entrei no avião, estava cheio, chequei meu bilhete. Estava escrito E1, eu fui pra fileira E e sentei no assento 1. Olhei para trás, e me assustei. Eram a Gabi e a Thalita! As meninas do Depois da Onze! Eu fiquei entusiasmada, queria muito falar com elas. Mas meu código moral de não falar alto em locais públicos não me deixava. Então sentei e olhei para meu lado direito. Eu não acreditei no que vi. Era o Rafa! Eu perdi a vergonha, e decidi falar com a Gabi e a Thalita.
- Tudo bom contigo? - Falei, brincando com o tom de voz que elas usavam.
- Tudo bacana? - A Gabi falou.
Eu fiquei um pouco coradinha, e depois pedi um autógrafo e uma foto educadamente para elas. Depois de tirar a foto, eu agradeci, e voltei ao meu assento. Passei boa parte da viagem olhando pra frente, com vergonha e sem nenhum assunto passando na mente. Depois de uma ou duas horas, peguei meu celular e comecei a jogar.
Uns quinze minutos depois, o avião começou a descer, e uma voz soou acima da cabeça de todos.
"Senhores passageiros, chegamos ao destino. Por favor desligue seus aparelhos eletrônicos e coloquem o cinto."
Me entusiasmei, coloquei os cintos e colei a cara na janela. São Paulo! Era cheio de prédios, altos como eu nunca vi. O avião começou a descer, e tremeu bastante. Fiquei com um pouco de medo, mas logo passou quando o avião pousou. Depois dele parar completamente, a aeromoça disse que podíamos tirar os cintos e sair do avião. Eu tirei meu cinto e peguei minha mala no compartimento que tinha na parte de cima do assento.
Depois de pegar minhas malas, eu entrei na fila pra sair do avião. Depois de descer, e pisar pela primeira vez em São Paulo, senti como se novos horizontes se abrissem para mim.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Opostos - Cap.2

Cap.2 Se for pela sua felicidade...


~Cristal~

Acordei sem ter noção se era outro dia, resolvi olhar no meu celular. Resmunguei ao perceber que ainda era 21 de Janeiro. Eu levantei da cama e resolvi ir na casa da Beatriz, minha antiga melhor amiga. Eu não sabia como contar para ela, afinal a novidade não era muito feliz para situação, iríamos ficar separadas por um bom tempo, pelo menos é por uma boa causa.
-Acho melhor eu ir logo, provavelmente vai chover. - Pensei, ao olhar para o céu pela pequena janela do meu quarto. Desço as escadas e vou atrás da minha mãe. Pergunto a ela :
- Mãezinha linda do meu coração... – Ela me interrompe – O que você quer afinal? – Ela fala chegando mais perto, com aquela risadinha comum dela.
– Me leva na casa da Bia? Acho que vai chover e você não gostaria que eu pegasse chuva né?- Dou uma cutucada de leve em seu ombro e a abraço.
 – Claro que levo! Bem que preciso falar com a Marinete (mãe da Bia )- Ela hesita por um momento, e fala: Pega lá a chave do carro!
Corro e procuro a chave. Em momentos como esse é que é uma ótima vantagem ser organizada como eu. Encontro a chave rapidamente. Entro no carro e começa a chover. Minha mãe vem depois, com sua bolsa. Entrego a chave, e ela dirige em direção a casa da Bia. Contemplo as gotas de chuva escorregando no vidro do carro, como fazia quando era mais jovem.
Depois de uns 15 minutos, chegamos à casa da Bia. Eu saio do carro, logo seguida pela minha mãe. Bato na porta, sem resposta. Bato de novo, sem resposta. Já impaciente, bato mais forte. Ouço a voz da Bia:
- Já to indo!! - Ela grita, acho que ela estava no 2º andar. Observo a casa dela, é uma casa bonita, em um bairro nobre. Tem 3º andares, com porão e sotão. Ouço som de passos, e alguns segundos depois, a porta abre, a Bia aparece e me cumprimenta entusiasmada, e formalmente cumprimentou minha mãe.
- A Marinete está? - Minha mãe perguntou, a Bia acenou que sim com a cabeça e levou nós duas até a sala.
- Minha mãe está lá na cozinha, vou chamar ela. - Depois de um tempo, ela volta com a Marinete. Ela e eu deixamos as duas sozinhas na sala para conversarmos sozinhas no quarto dela.
- Eai, quais são as news? - Ela me perguntou, se jogando na cama.
- Tenho uma boa e uma ruim... Quer qual delas?
- Hmm... Primeiro a boa, pode ser?
- Eu consegui uma bolsa de 75% para minha Universidade dos sonhos! - Desviei o olhar, porquê sabia que a outra novidade iria doer um pouco.
- E qual a ruim afinal? Uma notícia como essa não pode ter um lado ruim!
- Mas.... Tem. A Universidade é em São Paulo. - Eu olhei para ela. Ela estava com uma expressão meio triste, meio feliz. - E a gente vai se separar por um tempo....
- Tudo bem. - Fiquei um pouco confusa quando ela disse isso, mas ela chegou perto de mim e me abraçou. - Desde que você realize seu sonho, eu estarei feliz!
Ela continuou me abraçando, e eu abracei ela também. Depois de discutirmos um pouco sobre o que devíamos fazer, decidimos por manter contato por celular. Uma hora depois, minha mãe me chamou, era hora de ir. Abracei de novo a Bia, e me despedi dela. Ao caminho de volta, fui refletindo... Será que nossa amizade conseguiria sobreviver ao longo tempo? Será que daria certo contato pelo celular? Eu suspirei, e tentei não pensar mais naquilo.

Cheque o Cap.1!
Introdução

Opostos- Cap.1

 Cap.1 Sonhos

~Cristal~

Abri meus olhos. Onde estava? Me levantei em uma terra fofinha. Olhei para cima, e avistei o céu... rosa com nuvens amarelas?
- Que lugar mais estranho, parece com minhas fantasias de criança! - Sentei-me naquele estranho chão, e experimentei um pedaço, parecia apetitoso.
- Hmmmm... Chocolate! - Quando levo o chocolate a minha boca, algo distrai minha atenção. Vejo uma figura ao longe, e tento decifra-lá.
Pensei se era um macaco ou gorila, não. A figura misteriosa era maior e se assemelhava a mim. Um rapaz? O que ele estaria fazendo aqui? Talvez estivesse perdido assim como eu.
Me levantei e fui ao seu encontro. Por mais que tentasse chegar nele, ele parecia cada vez mais longe. Tentei correr, mas ele continuava a a afastar!
- Volte! Não quero lhe fazer mal! - Gritei desesperadamente, sem ter respostas. Ele continuava estático.
Do nada, começo a ouvir uma voz no meu sub-consciente e me chamar docemente. Abri meus olhos.
- Mãe?!? - Me sentei na cama, ainda meio desorientada.
- Bom dia filha ! - ela diz me entregando umas cartas - Umas dessas cartas deve ser para você!- Droga agora que eu percebi que aquilo tudo..... Foi um sonho. Suspirei, ainda com sono. Comecei a olhar algumas cartas, percebi um envelope chamativo, com meu nome escrito com letras douradas. Abri curiosa estava o seguinte comunicado : 
"Cara Cristal Braz,
   Nossa Instituição, convida a senhorita para cursar a faculdade de sua preferência, em nossa Universidade, pagando somente 25% de todos os custos. Ligue para 0000-0000 se estiver interessada" 

Fiquei olhando para o papel por alguns minutos e então minha mãe perguntou: 
-O que está escrito nessa carta para a senhora ficar com esses olhinhos brilhando? - Ela riu levemente ao falar. Jogo a carta na cama e vou ao encontro dela e digo no seu ouvido:
 - Eu fui chamada para a Universidade dos meus sonhos !! - Começo a pular de alegria, e ela também fica muito feliz , mas eu vou para o banheiro , e tomo um banho enquanto fico pensando sobre o sonho que eu tive esta noite, aquele ... Aquele rapaz não me parecia conhecido. Passo um tempo deixando a água caindo no meu corpo e vem vários pensamentos pela minha cabeça ... Logo termino o banho e vou escolher uma roupa . 
Depois de vestir a roupa, me jogo na cama e fico pensando nas incríveis possibilidades. Reflito sobre a Universidade até adormecer .