CAP. 5 Educação Vem De Casa
~Cristal~
Quando chegamos ao shopping, onde ficava o MacDonalds. Felipe pagou o taxista e entramos no shopping. Eu segui ele até a praça de alimentação, e uma mulher com roupas chamativas, e me distraí com a moça, e acabei esbarrando em um rapaz, moreno e alto, bem bonito.
Ele tinha um refrigerante mas mãos, e eu acabei derramando o refri no chão, e ficou uma grande poça no piso do shopping. Ele fez uma cara feia para mim, e resmungou um palavrão bem baixinho. Depois ele me encarou e falou:
- Nossa. Que tal olhar por onde anda na próxima vez? - Ele resmungou grosseiramente para mim, e eu senti minha bochecha corando.
- Perdão, foi sem querer.
Ele me olhou com um olhar praticamente de assassino, e eu confesso que fiquei com um pouco de medo. - Eu posso pagar outro, se quiser.
- Não precisa. Só olhe para onde anda da próxima vez.
- Eu insisto! - Peguei 5 reais no bolso e entreguei a ele. Ele já estava irritado antes, mas acabou ficando ainda mais.
- Tanto faz. Meus amigos estão me esperando perto daqui. Saia da minha frente. - Ele saiu andando sem falar nada.
- Espere, qual seu nome? - O perguntei, mas ele não responde e continuou andando. Quando aquele rapaz mal-educado saiu e eu não pude mais vê-lo, me dei conta de que Felipe não estava lá perto.
Me virei e vi ele acenando, mas percebi que ele estava com aquele rapaz mal-educado do lado e mais um garoto e duas meninas. Apesar de não querer ficar perto daquele garoto mal-educado, eu continuei e sentei na frente do Felipe, e ele me apresentou aos amigos dele.
- Galera, essa é a minha mais nova vizinha linda. - Ele comentou, com um tom de voz que me incomodou, e eu encarei ele com meus olhos em fúrias. Ele me olhou a deu uma risadinha patética. Enquanto isso, uma garota que estava na frente de um garoto moreno perguntou o meu nome.
- Meu nome é Cristal, prazer.
- O meu é Amé... - Enquanto ela falava, o rapaz cortou ela e disse:
- Ela é a ruivinha.
Ela olhou para o rapaz e deu o dedo do meio para ele e gritou:
- Percy seu idiota do caramba!
Ele ficou olhando para ela com um sorrisinho bobo, ela olhou para mim e me pediu:
- Não me chama de ruivinha por favor ... Eu me chamo Amélia.
Sorri e disse:
- Te entendo muito bem. Meus amigos me chamavam de ruivinha, eu odiava e ainda odeio.
Ela me olhou e perguntou: - Por que não chamam mais?
- É que eles ficaram em Florianópolis. - Falei, em um tom repentinamente baixo, quase triste. Eu estava com saudades da Bia e da minha mãe.
- Da pra vocês me incluírem na conversa? - Reclamou o Percy.
- SAI DAQUI DEMÔNIO! - Gritou a Amélia. Eu percebi que ele amava deixar ela com raiva, mas havia algo no olhar dele em relação a ela que eu não conseguia entender. Comecei a rir daquilo, mas quando percebi que a Amélia java tava ficando irritada parei.
- Ah, meu pedido já deve estar pronto. - Ela levantou e foi buscar o pedido dela. Depois de um tempinho, o Percy se virou para mim e perguntou:
- E então, você acha que ela gosta pelo menos um pouco de mim?
- Bem, provavelmente sim. Vocês formam um belo casal. - Tratei de ser sarcástica na última frase. Pelo incrível que pareça, não fiquei com vergonha na hora de falar isso. Ele ficou meio insatisfeito com o final da resposta, mas ele olhou para o seu ticket e falou:
- Acho que meu pedido está pronto. Vou lá buscar. - Ele se levantou e foi buscar a comida dele. Percebi que o Felipe estava voltando, com o lanche dele e o meu nas mãos. Quando ele chegou, trocamos algumas palavras rápidas e eu logo comi meu hambúrguer, não comia a muito tempo e eu estava morrendo de fome.
- Quer ir no parque? A gente pode ir depois do lanche. - Suspirei depois de terminar de comer, e eu aceitei pois não tinha nada pra fazer. As aulas começavam apenas dois dias depois, e eu já havia organizado tudo.
E então fomos ao parque, eu, Felipe, Percy, Amélia, o garoto mal-educado não identificado e a suposta namorada dele.
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