Cap.4 Primeiro Dia
~Cristal~
Depois da surpresa e de conhecer um pouco sobre São Paulo nos papeizinhos que , fui para o aeroporto e passei todos os meus documentos para os secretários, fui liberada e me vi em uma avenida. Acenei para um táxi que estava passando ali, e mostrei o endereço. Era um pequeno apartamento no bairro Jardins, e eu estava ansiosa para ver. Só havia visto pelas fotos, e queria muito ver como era de verdade.
Percebi que o táxi havia parado, e o homem olhou para mim e falou:
- Chegamos. - Ele falou calmamente, mas de uma forma agradável, com uma voz um pouco cansado. Me senti cansada também um pouco, já eram 10 horas da noite, e eu não havia dormido muito aquela manhã. Perguntei qual foi o preço da corrida, e ele apertou um botão em um computador que havia do lado do volante. O computador fez um barulhinho, e mostrou o número 75,50 na tela. - São 75 reais e 50 centavos.
O paguei, e depois de descer do carro, ele desceu também e tirou as malas e as colocou na portaria do prédio. Eu o agradeci, ele acenou e entrou no táxi e saiu. Levei minhas malas até o porteiro, e olhei para o prédio. Era um prédio muito bonito, e confortável de se olhar. O porteiro foi gentil, e depois de olhar alguns papéis e documentos, me falou que o meu apartamento era o vigésimo sétimo, no quinto andar.
O porteiro me acompanhou, levando minhas malas no elevador. Apesar de ser altas horas da noite, o porteiro não demonstrava cansaço, e era muito gentil. Ele me deu a chave, e me apresentou um garoto alto e loiro, que parecia ter 19 anos.
- Esse é o Felipe, mora no vigésimo nono. - Olhei para o garoto, e fitei os olhos azuis lindos dele, alguma coisa no olhar dele me deixava desconfortável. - Bem, vou deixar vocês conversando para se conhecerem, preciso voltar para a portaria. Qualquer coisa me chame.- Ele falou, se despedindo e entrando no elevador.
O garoto se virou e deu dois passos na minha direção. - Olá! Bem vinda ao PPAP! - Ele me disse, com um belo sorriso. O cumprimentei, e ele me perguntou:
- Quantos anos você tem?
- Bem.. Eu.. Tenho 16. - Gaguejei, nunca fui muito social, e nem sempre perguntavam minha idade logo depois de me conhecer.
- Temos quase a mesma idade! Tenho 17. - Ele me falou, olhando diretamente nos meus olhos. - Você é linda sabia? - Ele falou se aproximando do meu rosto, e corei bastante na hora.
- Opa! Olha as horas! - Disfarcei ao olhar o relógio de pulso que tenho. - Tenho de ir arrumar meu apartamento. Foi ótimo te conhecer! - Me esquivei um pouco e peguei a chave e minhas malas. Depois de abrir a porta, olhei para o corredor e vi que ele me olhava. Corei um pouco, e ele se virou e entrou no seu apartamento. Levei minhas malas para dentro, e contemplei por alguns segundos o apartamento.
Tinha uma pequena sala, com as paredes de várias cores claras. Havia uma mesinha no meio, e tudo era muito agradável. Vi várias portas, e abri uma delas. Era o meu quarto. Tinha uma bela coloração de roxo, que é a minha cor favorita. Percebi o quanto estava cansada, mas ainda tinha a cozinha para ver.
A cozinha era branca, com detalhes em um belo tom de dourado. Era muito agradável, e aquilo me deu um pouco de sono. Fui para o quarto e para a cama, foi fácil de dormir. A cama e o travesseiro tinham uma maciez incrível, talvez eu apenas estivesse cansada demais. Dormi bem facilmente, São Paulo estava meio quente, e eu adoro o calor.
11:30
Acordei com um clarão na minha cara, tinha esquecido a janela aberta. Alguém estava batendo na porta. Fui no banheiro e gritei:
- Já estou indo! - Arrumei meu cabelo rapidamente e escovei o dente. Me olhei no espelho, estava aceitável. Fui para a porta, e para minha surpresa, era o Felipe.
- Bom dia! - Bocejei. Os olhos azuis deles estavam me encarando, e ele estava com aquele sorriso branquinho dele.
- Bom dia gatinha! - Ele provocou, e eu corei um pouco. - Como você está?
- Sim, e você?
- Estou bem, você acordou agora?
Comecei a rir muito, e ele ficou me olhando com uma cara patética para mim, e perguntou:
- Qual a graça? Eu tenho cara de palhaço? - Ele reclamou.
- Nada não. Ás vezes eu começo a rir do nada. - Parei de rir e fiquei séria.
- Aww. Você estava tão linda com aquele sorriso!
Corei um pouco, e tentei responder, mas fiquei tímida demais. Depois de um tempo de silêncio constrangedor, ele perguntou:
- Quer ir no McDonald's para almoçar? - Ele disse, se convidando, para entrar no meu apartamento. - E então quer ir? - Ele perguntou, sentando no meu sofá e ligando a TV.
- Acho que sim. - Por dentro, eu não queria ir, mas estava com muita fome.
- Vai lá se arrumar.
Fui para o meu quarto, tranquei a porta. Abri a mala e tinham várias roupas, mas uma blusinha preta com um abacaxi no meio estampado, chamou minha atenção. Encontrei um shortinho jeans verde que combinava um pouco com a blusa, e um colarzinho com uma passarinho nele. Depois de me vestir, pente-ei meu cabelo e destranquei a porta. Ele ainda estava no sofá, mexendo no celular.
- Estou pronta.
- Demorou um pouco.
- Só vai a gente? - Perguntei com um pouco de receio.
- Não, chamei uns amigos.
- Ah, ok.
Ele se levantou, guardou o celular e abriu a porta. "Damas primeiro." Ele falou com um tom de voz que me irritou bastante, mas eu sai de qualquer forma.
- Meus amigos estão nos esperando lá. - Caminhamos até o elevador, e não trocamos nenhuma palavra até sair do portão do prédio. Ele levantou a mão e chamou um táxi. Eu só estava preocupada com o fato de que tinha esquecido de ligar para minha mãe.
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