quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Opostos Cap.6

CAP. 6 Chuva

~Rafael~

 Já começava a ficar cansado de ficar no Shopping. Aquela garota, nem sei o nome dela, ela é bastante irritante. Começava a me distanciar do pessoal para sair, mas ouvi a voz do Felipe me chamando. Bufei levemente. Me virei e vi ele acenando para mim, e voltei e perguntei:
- Que foi?
- Estava pensando sobre irmos ao parque. Quer ir?
- Ah. Ok. Quem vai junto?
- A Amélia, Taís, Cristal, Percy e só.
 "Cristal". Aquele provavelmente é o nome da garota irritante. Acenei com a cabeça postivamente, e todos se dirigiram até a saída do Shopping. Eu percebi que a Cristal me olhava de soslaio com raiva no olhar.
 Ignorei e continuei andando. Cada um foi em um táxi, o Felipe foi com a Taís e a Cristal, Percy com a Amélia e eu sozinho. Normalmente, preferia ficar junto de garotas, mas os outros táxis estavam cheios, fazer o que. 

-----------------------------------------------------------------------

O parque estava bonito, e um tanto frio. Chequei o céu e minhas suspeitas de confirmaram. Iria chover.
Peguei meu celular e abri o Twitter. "Nada de novo" murmurei. Comecei a andar, sem tirar os olhos do celular. De repente, esbarrei em alguém que estava na barraquinha de sorvete.
- Me descul.... - Levantei os olhos e reconheci a Cristal.
- Quem é que precisa olhar por onde anda agora? - Ela resmungou bruscamente. 
- A propósito, meu nome é Rafael. - Comentei sarcasticamente. - Estamos kits então.
- Você é um grande idiota, sabia disso? - Naquele momento, começou a pingar. Me aproximei dela e perguntei:
- Você já beijou na chuva?
- Ah? - Ela ficou confusa, mas ainda brava. - Não mude de assunto, acabei de perder um sorvete!
- Você fica linda quando está com raiva. - Cheguei mais perto dela e se aproximei de seu rosto. Rapidamente, comecei a beija-lá. Quando nossos lábios se enscostaram, a chuva aumentou, e eu achei aquilo perfeito.
Ela se afastou bruscamente, com sangue nos olhos. - O QUE VOCÊ ACHA QUE ACABOU DE FAZER?!
- Te beijar? - Comentei com um sorriso bobo. - Admita que gostou. 
Com isso, ela acabou ficando com mais raiva do que já estava. - IDIOTA! - Ela me desferiu um tapa forte na bochecha. Voltei um ou dois passos ao sentir minha bochecha direita arder. Senti os olhos dela em fogo me encararem, e ela se virou e sai andando. - Nunca mais fale comigo, NUNCA. - Ela comentou sem virar a cabeça para trás, e eu fiquei ali. 
A chuva começou a engrossar um pouco mais e o clima começou a ficar um pouco mais frio. Me virei um pouco intrigado com a reação da Cristal. Normalmente ser bonito bastava para que as garotas caíssem aos seus pés, e aquela garota havia mudado minha perspectiva. 
Notei que Amélia e Percy estavam ali perto, sentados num banco, provavelmente falando sobre Naruto ou algo assim. Eu estava perto o suficiente para ouvi-los, e notei que a Amélia tinha parado de conversar para tentar se esquentar um pouco com as mãos.
- Tá com frio? - Ele perguntou, começando a tirar o grosso casaco para envolvê-la. 
- Ah claro que não. Estou me abraçando porque estou carente. - Ela falou, com o humor habitual de sua voz.  Ele riu e perguntou:
- Você quer ou não o casaco?
- A não precisa, só posso morrer de hipotermia se ficar sem. Claro que quero idiota!
Ele tirou o casaco por completo e envolveu ela, e ele começou a abraçá-la. - Obrigada Percy. - Ela agradeceu, e ele ficou surpreso com a resposta dela, que normalmente era sarcástica. 
Depois de se abraçarem um pouco, alguém ligou a Amélia e ela pediu para o Percy sair. Percy veio na minha direção e perguntou, sarcasticamente:
- O que foi aquilo com a Cristal?
- Não te importa, idiota. 
- Ela te deu um fora não foi? -  Ele gargalhou de leve e continuou: - E olha que você se acha o garanhão, não?
- Pelo menos não fico enrolando com uma garota que me dá foras a cada cinco segundos como você. 
- Mas já melhorou um pouco a minha relação com a Amélia, ela me agradeceu!
Rimos juntos, e o Percy disse que tinha de ir. A chuva já estava incomodando, e eu refleti sobre a Cristal. 
Será que eu que estava errado esse tempo todo? Por que ela reagiu assim? Menei a cabeça. Era melhor parar de pensar nisso. Afastei esses pensamentos com um balanço de cabeça. A chuva se transformou em uma tempestade, e eu corri para me abrigar. Não adiantou, quase todos saíram encharcados dali.

sábado, 22 de outubro de 2016

Opostos. Cap.5

CAP. 5 Educação Vem De Casa


  ~Cristal~

 Quando chegamos ao shopping, onde ficava o MacDonalds. Felipe pagou o taxista e entramos no shopping. Eu segui ele até a praça de alimentação, e uma mulher com roupas chamativas, e me distraí com a moça, e acabei esbarrando em um rapaz, moreno e alto, bem bonito.
Ele tinha um refrigerante mas mãos, e eu acabei derramando o refri no chão, e ficou uma grande poça no piso do shopping. Ele fez uma cara feia para mim, e resmungou um palavrão bem baixinho. Depois ele me encarou e falou:
- Nossa. Que tal olhar por onde anda na próxima vez? - Ele resmungou grosseiramente para mim, e eu senti minha bochecha corando.
- Perdão, foi sem querer.
Ele me olhou com um olhar praticamente de assassino, e eu confesso que fiquei com um pouco de medo. - Eu posso pagar outro, se quiser.
- Não precisa. Só olhe para onde anda da próxima vez.
- Eu insisto! - Peguei 5 reais no bolso e entreguei a ele. Ele já estava irritado antes, mas acabou ficando ainda mais.
- Tanto faz. Meus amigos estão me esperando perto daqui. Saia da minha frente.  - Ele saiu andando sem falar nada.
- Espere, qual seu nome? - O perguntei, mas ele não responde e continuou andando. Quando aquele rapaz mal-educado saiu e eu não pude mais vê-lo, me dei conta de que Felipe não estava lá perto.
Me virei e vi ele acenando, mas percebi que ele estava com aquele rapaz mal-educado do lado e mais um garoto e duas meninas. Apesar de não querer ficar perto daquele garoto mal-educado, eu continuei e sentei na frente  do Felipe, e ele me apresentou aos amigos dele.
- Galera, essa é a minha mais nova vizinha linda. - Ele comentou, com um tom de voz que me incomodou, e eu encarei ele com meus olhos em fúrias. Ele me olhou a deu uma risadinha patética. Enquanto isso, uma garota que estava na frente de um garoto moreno perguntou o meu nome.
- Meu nome é Cristal, prazer.
- O meu é Amé... - Enquanto ela falava, o rapaz cortou ela e disse:
- Ela é a ruivinha.
Ela olhou para o rapaz e deu o dedo do meio para ele e gritou:
- Percy seu idiota do caramba!
Ele ficou olhando para ela com um sorrisinho bobo, ela olhou para mim e me pediu:
 - Não me chama de ruivinha por favor ... Eu me chamo Amélia.
Sorri e disse:
- Te entendo muito bem. Meus amigos me chamavam de ruivinha, eu odiava e ainda odeio.
Ela me olhou e perguntou: - Por que não chamam mais?
- É que eles ficaram em Florianópolis. - Falei, em um tom repentinamente baixo, quase triste. Eu estava com saudades da Bia e da minha mãe.
- Da pra vocês me incluírem na conversa? - Reclamou o Percy.
- SAI DAQUI DEMÔNIO! - Gritou a Amélia. Eu percebi que ele amava deixar ela com raiva, mas havia algo no olhar dele em relação a ela que eu não conseguia entender. Comecei a rir daquilo, mas quando percebi que a Amélia java tava ficando irritada parei.
- Ah, meu pedido já deve estar pronto. - Ela levantou e foi buscar o pedido dela. Depois de um tempinho, o Percy se virou para mim e perguntou:
- E então, você acha que ela gosta pelo menos um pouco de mim?
- Bem, provavelmente sim. Vocês formam um belo casal. - Tratei de ser sarcástica na última frase. Pelo incrível que pareça, não fiquei com vergonha na hora de falar isso. Ele ficou meio insatisfeito com o final da resposta, mas ele olhou para o seu ticket e falou:
- Acho que meu pedido está pronto. Vou lá buscar. - Ele se levantou e foi buscar a comida dele. Percebi que o Felipe estava voltando, com o lanche dele e o meu nas mãos. Quando ele chegou, trocamos algumas palavras rápidas e eu logo comi meu hambúrguer, não comia a muito tempo e eu estava morrendo de fome.
- Quer ir no parque? A gente pode ir depois do lanche. - Suspirei depois de terminar de comer, e eu aceitei pois não tinha nada pra fazer. As aulas começavam apenas dois dias depois, e eu já havia organizado tudo.
E então fomos ao parque, eu, Felipe, Percy, Amélia, o garoto mal-educado não identificado e a suposta namorada dele.



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Opostos Cap.4

Cap.4 Primeiro Dia


~Cristal~

 Depois da surpresa e de conhecer um pouco sobre São Paulo nos papeizinhos que , fui para o aeroporto e passei todos os meus documentos para os secretários, fui liberada e me vi em uma avenida. Acenei para um táxi que estava passando ali, e mostrei o endereço. Era um pequeno apartamento no bairro Jardins, e eu estava ansiosa para ver. Só havia visto pelas fotos, e queria muito ver como era de verdade.
Percebi que o táxi havia parado, e o homem olhou para mim e falou:
- Chegamos. - Ele falou calmamente, mas de uma forma agradável, com uma voz um pouco cansado. Me senti cansada também um pouco, já eram 10 horas da noite, e eu não havia dormido muito aquela manhã. Perguntei qual foi o preço da corrida, e ele apertou um botão em um computador que havia do lado do volante. O computador fez um barulhinho, e mostrou o número 75,50 na tela. - São 75 reais e 50 centavos.
O paguei, e depois de descer do carro, ele desceu também e tirou as malas e as colocou na portaria do prédio. Eu o agradeci, ele acenou e entrou no táxi e saiu. Levei minhas malas até o porteiro, e olhei para o prédio. Era um prédio muito bonito, e confortável de se olhar. O porteiro foi gentil, e depois de olhar alguns papéis e documentos, me falou que o meu apartamento era o vigésimo sétimo, no quinto andar.
O porteiro me acompanhou, levando minhas malas no elevador. Apesar de ser altas horas da noite, o porteiro não demonstrava cansaço, e era muito gentil. Ele me deu a chave, e me apresentou um garoto alto e loiro, que parecia ter 19 anos.
- Esse é o Felipe, mora no vigésimo nono. - Olhei para o garoto, e fitei os olhos azuis lindos dele, alguma coisa no olhar dele me deixava desconfortável. - Bem, vou deixar vocês conversando para se conhecerem, preciso voltar para a portaria. Qualquer coisa me chame.- Ele falou, se despedindo e entrando no elevador.
O garoto se virou e deu dois passos na minha direção. - Olá! Bem vinda ao PPAP! - Ele me disse, com um belo sorriso. O cumprimentei, e ele me perguntou:
- Quantos anos você tem?
- Bem.. Eu.. Tenho 16. - Gaguejei, nunca fui muito social, e nem sempre perguntavam minha idade logo depois de me conhecer.
- Temos quase a mesma idade! Tenho 17. - Ele me falou, olhando diretamente nos meus olhos. - Você é linda sabia? - Ele falou se aproximando do meu rosto, e corei bastante na hora.
- Opa! Olha as horas! - Disfarcei ao olhar o relógio de pulso que tenho. - Tenho de ir arrumar meu apartamento. Foi ótimo te conhecer! - Me esquivei um pouco e peguei a chave e minhas malas. Depois de abrir a porta, olhei para o corredor e vi que ele me olhava. Corei um pouco, e ele se virou e entrou no seu apartamento. Levei minhas malas para dentro, e contemplei por alguns segundos o apartamento.
Tinha uma pequena sala, com as paredes de várias cores claras. Havia uma mesinha no meio, e tudo era muito agradável. Vi várias portas, e abri uma delas. Era o meu quarto. Tinha uma bela coloração de roxo, que é a minha cor favorita. Percebi o quanto estava cansada, mas ainda tinha a cozinha para ver.
A cozinha era branca, com detalhes em um belo tom de dourado. Era muito agradável, e aquilo me deu um pouco de sono. Fui para o quarto e para a cama, foi fácil de dormir. A cama e o travesseiro tinham uma maciez incrível, talvez eu apenas estivesse cansada demais. Dormi bem facilmente, São Paulo estava meio quente, e eu adoro o calor.

11:30

Acordei com um clarão na minha cara, tinha esquecido a janela aberta. Alguém estava batendo na porta. Fui no banheiro e gritei:
- Já estou indo! - Arrumei meu cabelo rapidamente e escovei o dente. Me olhei no espelho, estava aceitável. Fui para a porta, e para minha surpresa, era o Felipe.
- Bom dia! - Bocejei. Os olhos azuis deles estavam me encarando, e ele estava com aquele sorriso branquinho dele.
- Bom dia gatinha! - Ele provocou, e eu corei um pouco. - Como você está?
- Sim, e você?
- Estou bem, você acordou agora?
Comecei a rir muito, e ele ficou me olhando com uma cara patética para mim, e perguntou:
- Qual a graça? Eu tenho cara de palhaço? - Ele reclamou.
- Nada não. Ás vezes eu começo a rir do nada. - Parei de rir e fiquei séria.
- Aww. Você estava tão linda com aquele sorriso!
Corei um pouco, e tentei responder, mas fiquei tímida demais. Depois de um tempo de silêncio constrangedor, ele perguntou:
- Quer ir no McDonald's para almoçar? - Ele disse, se convidando, para entrar no meu apartamento. - E então quer ir? - Ele perguntou, sentando no meu sofá e ligando a TV.
- Acho que sim. - Por dentro, eu não queria ir, mas estava com muita fome.
- Vai lá se arrumar.
Fui para o meu quarto, tranquei a porta. Abri a mala e tinham várias roupas, mas uma blusinha preta com um abacaxi no meio estampado, chamou minha atenção. Encontrei um shortinho jeans verde que combinava um pouco com a blusa, e um colarzinho com uma passarinho nele. Depois de me vestir, pente-ei meu cabelo e destranquei a porta. Ele ainda estava no sofá, mexendo no celular.
- Estou pronta.
- Demorou um pouco.
- Só vai a gente? - Perguntei com um pouco de receio.
- Não, chamei uns amigos.
- Ah, ok.
Ele se levantou, guardou o celular e abriu a porta. "Damas primeiro." Ele falou com um tom de voz que me irritou bastante, mas eu sai de qualquer forma.
- Meus amigos estão nos esperando lá. - Caminhamos até o elevador, e não trocamos nenhuma palavra até sair do portão do prédio. Ele levantou a mão e chamou um táxi. Eu só estava preocupada com o fato de que tinha esquecido de ligar para minha mãe.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Opostos. Cap 3

 11 de Fevereiro

3 semanas após Cap . 2


Cap. 3 Novos Horizontes

~Cristal~

Acordei ás 6:30 com o despertador do meu celular tocando. Notei como aquele toquinho já estava me irritando, levantei e desativei o celular no meu criado-mudo. Me espreguicei com os braços lentamente, e me dei conta no mesmo instante de que era o dia da viagem. Acordei instantaneamente. Peguei as malas que estavam embaixo da minha cama, e coloquei do lado da porta. Fui ao banheiro e tomei um chuveiro rápido, ainda preocupada com a viagem.
Vesti roupas leves, o que é bem raro, afinal moro em uma região de clima frio. Chequei o bilhete do avião, o voo estava programado para ás 10 horas, eu ainda tinha muito tempo pra se arrumar. Depois de acordar minha mãe e pedir para ela me ajudar, tomei café da manhã. Depois de arrumar bastante coisa, eu já estava cansada. Fui checar o horário no meu celular, e me assustei. Era 9 horas! Eu peguei minhas malas, corri e avisei para minha mãe. Nós corremos até o carro, e eu enfiei as malas no bagageiro o mais rápido possível, e ela já ia ligando o carro.
A viagem até o aeroporto foi rápida, ao chegar, percebi que o voo ia sair em 11 minutos."É melhor eu correr". Olhei para trás, vi minha mãe com um sorriso mas com uma cara de que ia chora. Voltei rapidamente e abracei ela. Sabíamos que eu ia demorar pra voltar, mas que eu iria manter contato.
Ela pediu pra eu ir logo, eu abracei mais forte e peguei minhas malas e me virei em direção ao aeroporto. 
Corri, fui rápida nos processos, e lá estava eu na área de embarque. Chequei o relógio, 5 minutos para embarcar! Olhei rapidamente para os placares de voo, localizei a passagem e corri até a plataforma. A mulher me barrou no caminho: Desculpe, mas o embarque desse voo está fechado.
Eu olhei para a mulher, com meus olhos enchendo de lágrimas:
- Por favor senhora! - Eu pedi para a mulher, praticamente clamando. Ela virou os olhos, resmungou algum código em seu interfone e me deixou entrar.
Entrei no avião, estava cheio, chequei meu bilhete. Estava escrito E1, eu fui pra fileira E e sentei no assento 1. Olhei para trás, e me assustei. Eram a Gabi e a Thalita! As meninas do Depois da Onze! Eu fiquei entusiasmada, queria muito falar com elas. Mas meu código moral de não falar alto em locais públicos não me deixava. Então sentei e olhei para meu lado direito. Eu não acreditei no que vi. Era o Rafa! Eu perdi a vergonha, e decidi falar com a Gabi e a Thalita.
- Tudo bom contigo? - Falei, brincando com o tom de voz que elas usavam.
- Tudo bacana? - A Gabi falou.
Eu fiquei um pouco coradinha, e depois pedi um autógrafo e uma foto educadamente para elas. Depois de tirar a foto, eu agradeci, e voltei ao meu assento. Passei boa parte da viagem olhando pra frente, com vergonha e sem nenhum assunto passando na mente. Depois de uma ou duas horas, peguei meu celular e comecei a jogar.
Uns quinze minutos depois, o avião começou a descer, e uma voz soou acima da cabeça de todos.
"Senhores passageiros, chegamos ao destino. Por favor desligue seus aparelhos eletrônicos e coloquem o cinto."
Me entusiasmei, coloquei os cintos e colei a cara na janela. São Paulo! Era cheio de prédios, altos como eu nunca vi. O avião começou a descer, e tremeu bastante. Fiquei com um pouco de medo, mas logo passou quando o avião pousou. Depois dele parar completamente, a aeromoça disse que podíamos tirar os cintos e sair do avião. Eu tirei meu cinto e peguei minha mala no compartimento que tinha na parte de cima do assento.
Depois de pegar minhas malas, eu entrei na fila pra sair do avião. Depois de descer, e pisar pela primeira vez em São Paulo, senti como se novos horizontes se abrissem para mim.